terça-feira, 24 de abril de 2012


        Em relação à pesquisa e a própria modernização da universidade, vale ressaltar a criação do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) em 1945, o qual inicia sua atividade em 1947 no Rio de Janeiro. Segundo Menenghel (2001) a necessidade de pessoal qualificado para a engenharia e pesquisa fez com que a FAB (Força Aérea Brasileira) buscasse apoio no MIT (Massachust Institute of Technology) para organizar o Centro Técnico da Aeronáutica (CTA). Este contaria com o Instituto Tecnológico e Escola de Engenharia Mecânica, Eletrônica e Aeronáutica (MENENGHEL, 2001). (Dissertação de mestrado/UEA/Waldileia do S. C. Pereira/2009)
       No século XIII e XIV a universidade passa por momentos de transição devido às modificações do próprio estado, mais tarde o movimento renascentista vai proporcionar a transição do período Medieval para o Humanismo durante o século XIX. De fato, a criação de espaços destinados a Ciência como museus, observatórios e laboratórios vão influenciar o florescimento científico, assim como a passagem da Universidade ao estado laico, sendo subsidiada por recursos financeiros do estado (MENENGHEL, 2001). Vale destacar a forte influência do projeto iluminista de Wilhelm Von Humboldt (ARAÚJO, 2008) na organização oficial da universidade moderna. Segundo Pimenta e Anastasiou (2008) esse modelo alemão Humboldtiano traz para a universidade, por meio da Ciência e da pesquisa, a busca pela resolução dos problemas unindo professores e alunos em espaços definidos como os institutos e centros de pesquisa que tinham como meta a formação profissionalizante. (Dissertação de mestrado/ UEA/ Waldileia do S. Cardoso Pereira)

     Conhecer o percurso histórico da organização da universidade ou do ensino superior no Brasil é importante para entender diferentes aspectos relativos ao modelo de formação superior que vigora nas diversas áreas do conhecimento.      A formação superior no Brasil teve seu inicio marcado pelos interesses políticos da corte portuguesa, no sentido que se inicia com a vinda da família real de Portugal em 1808, que em fuga dos domínios de Napoleão Bonaparte, refugia-se e transfere a sede do Império português para o Brasil (CUNHA, 1980). Apesar do sistema estritamente colonizador, a corte portuguesa, no ímpeto de satisfazer suas próprias necessidades de domínio capitalista, trouxe também para a colônia o desenvolvimento em diversas áreas, incluindo a educação superior. (dissertação de mestrado/UEA/ENS/ 2009/ Waldileia do Socorro Cardoso Pereira)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

 Nas pesquisas realizadas por Ferreiro (1991) sobre o processo de apreensão dos signos e seu sentido pelas crianças, se percebe a vinculação por parte delas á aspectos de representação que correspondem aos quantitativos e qualitativos do objeto a ser apreendido, por exemplo; a palavra elefante na concepção infantil segundo Ferreiro (1991) deveria ter mais letras que borboleta, pois, o elefante é maior que a borboleta. Essa percepção infantil fundamenta-se em uma lógica primária da consciência na qual escrever não é transformar o que se vê realmente. Waldileia S.C.Pereira - artigo Ética e letramento significativo em Paulo Freire.

         Falar de docência no Ensino Superior é falar da universidade como local privilegiado da pesquisa, ensino e extensão, como formas de organizar e distribuir os conhecimentos. Apesar do que se percebe que em muitos momentos as práticas na universidade demonstram a perda do espírito revolucionário e como tal, também a perda do espaço de ação social e política, ainda assim permanece como lugar propício a promoção de vários tipos de transformações na vida individual e coletiva. ( texto dissertação mestrado 2009 em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia)
Segundo Pimenta e Anastasiou (2008, p. 97), “a educação é um processo de humanização. Ou seja, é processo pelo qual se possibilita que os seres humanos insiram-se na sociedade humana”.
        Ensinar e aprender são processos históricos inerentes da existência humana. Geralmente as pessoas realizam esse processo mesmo em situações adversas, transformamos e estamos sendo transformados enquanto aprendizes ou ensinantes, gozando ou não da liberdade de escolher posições na sociedade que de diversas formas se organiza por meio do processo educativo ( texto de minha dissertação de mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia, UEA. 2009)
É, portanto, nesse contexto duplamente coercitivo que a questão de uma

epistemologia da prática profissional acha sua verdadeira pertinência. De

fato, se admitirmos que o movimento de profissionalização é, em grande

parte, uma tentativa de renovar os fundamentos epistemológicos do ofício

de professor, então devemos examinar seriamente a natureza desses fundamentos

e extrair daí elementos que nos permitam entrar num processo reflexivo

e crítico a respeito de nossas próprias práticas como formadores e

como pesquisadores. (...) chamamos de epistemologia da prática profissional

o estudo do conjunto dos saberes utilizados realmente pelos professores

em seu espaço de trabalho cotidiano para desempenhar sua tarefa.

(Tardif, 2000, p. 10)
A LIBERDADE É UM MITO?