É, portanto, nesse contexto duplamente coercitivo que a questão de uma
epistemologia da prática profissional acha sua verdadeira pertinência. De
fato, se admitirmos que o movimento de profissionalização é, em grande
parte, uma tentativa de renovar os fundamentos epistemológicos do ofício
de professor, então devemos examinar seriamente a natureza desses fundamentos
e extrair daí elementos que nos permitam entrar num processo reflexivo
e crítico a respeito de nossas próprias práticas como formadores e
como pesquisadores. (...) chamamos de epistemologia da prática profissional
o estudo do conjunto dos saberes utilizados realmente pelos professores
em seu espaço de trabalho cotidiano para desempenhar sua tarefa.
(Tardif, 2000, p. 10)
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